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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The Spirit tem estréia ruim

No primeiro final de semana (26 a 28 de dezembro), a adaptação de Frank Miller para o clássico personagem de Will Eisner rendeu “apenas” US$ 6,5 milhões nos cinemas americanos.

Somado ao dia da estréia, no Natal, o filme rendeu US$ 10,3 milhões, uma média de US$ 2,6 mil por sala de exibição. Na comparação com Marley e Eu, perde feio, já que a adaptação do best seller de John Grogan alcançou a média de US$ 10,6 mil.

A causa mais provável para este resultado pífio pode ter sido a enxurrada de críticas desfavoráveis ao filme por parte da imprensa especializada. Ou, então, a geração que leu Spirit nos quadrinhos não é exatamente fã do trabalho que Miller fez de melhor nesta mídia nos anos 80.

Ou, ainda, a semelhança de The Spirit com Sin City, outro filme dirigido por Miller (junto com Robert Rodriguez), revelada nos trailers tenha afastado muita gente.

O fato é que The Spirit amargou um nono lugar no fim de semana da estréia.

Alheio a tudo isso (ou quase), o quadrinhista-diretor já anunciou seu interesse em levar outro personagem clássico para a tela grande: Buck Rogers. E o desenhista Dave Gibbons também andou falando de que ele e Miller estudam adaptar sua obra em quadrinhos, Martha Washington, para o cinema.

Melhor sorte na próxima, senhor Miller.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Mundo Comics 2 já está no ar

A segunda edição da revista virtual sobre quadrinhos e cultura nerd está disponível para leitura desde ontem no endereço http://www.revistamundocomics.com.br/.

Sob pretexto de falar da estréia do filme The Spirit, em janeiro, este segundo número estica o assunto e traz uma matéria de capa especial com detalhes e curiosidades sobre o personagem dos quadrinhos, seu criador – e grande mestre da arte seqüencial – Will Eisner e, claro, a adaptação para a tela grande roteirizada e dirigida por Frank Miller.

Os quadrinhos nacionais ganham destaque numa entrevista com Flávio Luiz Nogueira, autor da recém-lançada HQ Aú, o Capoeirista.

De resto, a publicação online mantém seu ecletismo e fala de rock, games, animes, cinema e literatura.


Mundo Comics tem muitos méritos: é gratuita, inova ao misturar a linguagem da internet com o formato tradicional de revista, a diagramação é bacana (aparentemente é o ponto forte dos autores), interativa (a seção Top Comics é feita com a votação dos leitores pela comunidade da revista no Orkut) e, o mais importante, é feita por gente que gosta do que faz.

O maior problema da publicação continua sendo os erros de gramática (“...os negócios para Eisner começou a gerar resultados” não dá, né?) e digitação. Mas isto, garantem os editores, deve acabar logo com a inclusão de um revisor na equipe.

Algumas seções, como Olha o Look, têm um senso de humor duvidoso. Mas, até aí, tem gosto para tudo.

Mundo Comics é feita por Allan Albuquerque (editor responsável e de arte), Ricardo Ferreira (conselho editorial), e Felipe Walker (conselho editorial e redação) e Wellington Araújo (redação), e tem tudo para dar certo.



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