quarta-feira, 24 de junho de 2009

Papo de Quadrinho viu: Transformers, a Vingança dos Derrotados

Por Edson Rossatto

Para manter a tradição de respeito deste blog a seus leitores, não há spoilers nesta nota.

Nunca fui um fã ardoroso do desenho Transformers que passava na Globo no final da década de 1980. Mesmo assim o trailer aguçou a curiosidade e esperei muito o lançamento da transposição do desenho para o cinema (Transformers, 2007).

Valeu a espera. Michael Bay surpreendeu ao dirigir muita ação partindo de um roteiro muito bem construído e de fácil entendimento. O resultado foi um faturamento de mais de 700 milhões de dólares e o sinal verde para uma continuação.

Na última terça-feira (23), foi lançado mundialmente Transformers – A vingança dos derrotados (Transformers: Revenge Of The Fallen), com Michael Bay de volta à direção, no roteiro de Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman.

O Papo de Quadrinho já publicou a sinopse do filme, então vou me ater somente às impressões.

Desde o começo, o filme prende a atenção, seja pela ação alucinante ou pela comédia. Aliás, esses dois elementos foram muito bem dosados. Quando se está cheio da ação, entram em cena os hilários pais de Sam Witwicky (Shia LaBeouf) ou seu colega de quarto paranóico dono de um site sobre teoria da conspiração. Também volta à cena Simmons, o perturbado agente do governo do primeiro filme, interpretado por John Turturro. E contracenando com eles, os atrapalhados gêmeos Autobots Skids e Mudflap. Essa turma garante boas risadas.

No parágrafo anterior eu usei a expressão “ação alucinante”, que é qualidade, mas também se torna um defeito, pois muita coisa acontece ao mesmo tempo nas cenas de ação, e isso pode confundir um pouco os menos atentos.

Já o roteiro é bem convincente. Trata-se de uma história independente do filme anterior. Então, aquele que não assistiu ao primeiro filme pode ir ao cinema tranquilo. As poucas referências diretas ao Transformers de 2007 são explicadas dentro desse roteiro de forma muito natural.

Mas para aqueles que assistiram ao primeiro filme, ai vão algumas novidades (mas sem spoilers!):

1) Novos robôs: agora temos motos-robôs, brinquedos-robôs e até um antigo caça Blackbird-robô de papel importante na trama.
2) Novo vilão: Que Megatron que nada! O novo vilão é um velho conhecido dos Prime.
3) Vira casaca: Robôs de um time passando para o outro lado. Autobots? Decepticons?

As locações também chamam a atenção. Boa parte da trama se passa entre o Egito e a Jordânia.

Megan Fox continua linda e meu sonho de consumo (depois de minha namorada, é claro!...rs)! Shia LaBeouf é o mesmo nerd/mauricinho fora de seu ambiente natural, mas que dá conta do recado. Realmente o rapaz é bom. Li em algum lugar que Michael Bay gosta de trabalhar com esse ator porque ele costuma improvisar piadas.

As músicas de Linkin Park, Smashing Pumpkins e Goo Goo Dolls entram em sincronia com os acontecimentos. Parece até que os roteiristas escreveram o filme ouvindo as músicas.

Como no primeiro filme, este se conclui, mas com um gancho para uma aventura seguinte. (Espero!)

Mas nem tudo são flores. Se teve uma coisa que me deixou com raiva foram as legendas do filme! Boa parte da história se passava à luz clara do dia, e as legendas eram brancas! Não dava para ler quase nada quando o fundo era brilhante. Será que as distribuidoras não percebem que isso prejudica o entendimento dos filmes? E o que aconteceu com as boas e velhas legendas amarelas?

Em resumo, é um filme muito bom para quem quer diversão. Nem percebi as 2h24min de história de tão empolgado que estava... aliás, estou! Sai do cinema e corri para casa para escrever esta resenha!

Recomendo!

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