segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

5 Perguntas para Rod Gonzalez

Militante do quadrinho nacional, fundador da CQB (Central de Quadrinhos Brasileiros) junto com Marconi Lapada e Emolina, e colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis, Rod Gonzalez acaba de publicar seu personagem Blenq pela editora Júpiter II.

Esta semana, Rod responde as 5 Perguntas do Papo de Quadrinho:

1) A questão do meio-ambiente, apesar de estar em alta na mídia, não é comum nos quadrinhos. Por que você fez esta opção ao criar as histórias de Blenq e Luã?
Não foi planejado e sim natural, já que a dupla de super-heróis Blenq e Luã vivem na floresta Amazônica. Vi o trabalho da Verinha pela preservação do bicho-preguiça na televisão e achei que era muito bom. Quis ajudar de alguma forma e a HQ foi a maneira que encontrei. Inclusive a Verinha passa por muitas dificuldades na sua luta pra salvar o bicho-preguiça porque para conseguir fazer isso ela tem que lutar também pela preservação da Mata Atlântica (o habitat natural dos bichos-preguiça), o que esbarra nos interesses dos poderosos empresários que plantam eucaliptos e causa muita luta. Quem puder ajudar a Verinha entre em contato com ela; toda ajuda é bem-vinda: Verinha da Matinha (verinha@ceplac.gov.br).

2) Na sua opinião, quais são os maiores entraves para a consolidação do quadrinho brasileiro de super-heróis no mercado?
Acho que é o próprio autor de quadrinho brasileiro, que não se esforça muito. Geralmente os quadrinhos ficam em segundo plano devido às grandes dificuldades que existem para se ganhar dinheiro com isso (isso vale pra mim também). Existem outros fatores externos, mas eu acredito na capacidade do ser humano, então acho que todas as barreiras podem ser vencidas com estudo, persistência e ousadia.

3) Como a CQB atua na promoção da HQ Nacional?
A CQB divulga todos os quadrinhos que já foram produzidos no Brasil e seus autores para um grande público através da internet. Defendemos o quadrinho nacional de maneira ímpar, preenchendo uma lacuna que estava faltando. Sempre foi comum no meio de quadrinhos defensores desse ou daquele tipo de HQ ou ainda dessa ou daquela editora ou autor estrangeiros. Faltava quem defendesse da mesma maneira o quadrinho brasileiro e é esse o difícil papel exercido pela CQB. Mas acredito que mesmo entre os que não concordam com o teor das idéias apresentadas, nossa função foi exercida: estimulamos o debate e promovemos a valorização e o conhecimento da cultura de HQ nacional.

4) Nos últimos anos, surgiram várias adaptações de obras literárias ou temas históricos para os quadrinhos, feitas por brasileiros sob encomenda de grandes editoras (História do Brasil em Quadrinhos, Dom Quixote, O Alienista, Revolta de Canudos...). Você acredita que este seja um caminho para a profissionalização do quadrinho nacional?
Acho que sim, que é um nicho do mercado de quadrinhos e os autores de quadrinhos brasileiros tem que estar atuantes em todos os que existem. É claro que não é o único caminho, mas é um deles que, somado aos demais, tornará o mercado maior e com mais possibilidades.

5) Você vislumbra um cenário em que seja possível HQs estrangeiras e brasileiras conviverem lado a lado nas bancas de jornais e disputarem a atenção do leitor em pé de igualdade?
Eu sei que isso vai acontecer. Cedo ou tarde.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Rod e da CQB, é só clicar aqui.

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